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O que são aderências pélvicas?

Imagem ilustrativa de close em parte de útero com aderência pélvica
Imagem: Shutterstock

Faixas de tecido cicatricial que se formam entre órgãos na pelve, podendo comprometer mobilidade, provocar dor e afetar a fertilidade

As aderências pélvicas são uma condição relevante no âmbito ginecológico e reprodutivo. Trata-se de faixas de tecido fibroso que conectam órgãos ou superfícies que normalmente deslizam de forma independente dentro da cavidade pélvica. Quando presentes, podem alterar o funcionamento do sistema reprodutivo, gerar dor crônica ou contribuir para a dificuldade de engravidar. O conhecimento sobre aderências pélvicas é fundamental para mulheres acima dos 30 anos — especialmente aquelas que já realizaram cirurgias ginecológicas ou apresentaram infecções pélvicas —, pois a atuação precoce de um especialista pode fazer diferença na qualidade de vida e no plano reprodutivo.

Como e por que as aderências pélvicas se formam?

As aderências pélvicas se formam como parte do processo de cicatrização após trauma, cirurgia ou inflamação dentro da cavidade pélvica. Abaixo os principais mecanismos:

  • Traumatismos ou cirurgias abdominais/pélvicas, como remoção de miomas, cisto ovariano ou laparotomia, criam injúria à camada peritoneal, favorecendo adesões;
  • Infecções pélvicas ou inflamações (por exemplo, doença inflamatória pélvica) aumentam o risco de aderências devido à deposição de tecido fibrótico entre as superfícies;
  • Condições como a Endometriose também contribuem para a formação dessas fibroses;
  • Cicatrização excessiva ou desequilibrada em resposta à lesão peritoneal: fibroblastos formam matriz de fibrina, que pode endurecer como adesão e ligar superfícies que deveriam estar independentes.

Assim, em mulheres que já passaram por intervenções ginecológicas ou gineco-obstétricas, a possibilidade de aderências pélvicas merece atenção.

Principais complicações das aderências pélvicas

As aderências pélvicas podem conduzir a diferentes complicações, dependendo da gravidade, da localização e dos órgãos envolvidos. Entre as mais frequentes estão:

  • Dor pélvica crônica ou recorrente, devido à tração entre órgãos que normalmente se movem livremente;
  • Alterações na função reprodutiva, como obstrução ou fixação das tubas uterinas, dificultando a passagem do óvulo ou os encontros com espermatozoides;
  • Gravidez ectópica, pois as tubas ou ovários envolvidos em aderências podem dificultar o transporte normal de embrião;
  • Cirurgias subsequentes mais complexas, uma vez que as aderências podem tornar a anatomia difícil de manipular, aumentando riscos operatórios;

Essas complicações reforçam a importância de diagnóstico e tratamento adequados para aderências pélvicas.

Sintomas das aderências pélvicas

Os sintomas podem variar bastante: algumas mulheres são assintomáticas, enquanto outras apresentam queixas significativas.
Sinais comuns incluem:

  • Dor ou desconforto pélvico, especialmente durante movimento, relação sexual ou evacuação, se as aderências envolverem intestino ou bexiga;
  • Dor menstrual mais intensa ou irregular, caso o útero ou anexos estejam envolvidos;
  • Dificuldade de engravidar ou histórico de infertilidade sem causa aparente;
  • Em alguns casos, sensação de “puxão” ou fixação dos ovários ou útero em posição alterada.

Aderências sempre causam dor?

Não necessariamente. É possível ter aderências pélvicas sem que a paciente experimente dor ou outros sintomas evidentes. Há mulheres que só descobrem o quadro em investigação de infertilidade ou durante cirurgia ginecológica para outro fim. Portanto, a ausência de dor não exclui a presença de aderências pélvicas.

Diagnóstico e tratamentos das aderências pélvicas

O diagnóstico de aderências pélvicas exige avaliação clínica, histórico e exames complementares.

  • Anamnese detalhada, especialmente quanto a cirurgias prévias, infecções pélvicas ou endometriose;
  • Exame físico pélvico, podendo identificar sensibilidade ou fixação de órgãos;
  • Exames de imagem (ultrassonografia, RM) podem sugerir alterações, mas não são totalmente confiáveis para detectar todas as aderências;
  • O padrão-ouro para confirmar é a laparoscopia diagnóstica, que permite visualizar diretamente as aderências e, em muitos casos, tratá-las imediatamente.

O tratamento de aderências pélvicas depende da gravidade, dos sintomas e dos objetivos da paciente (como a fertilidade). As abordagens incluem:

  • Cirurgia de liberação das aderências (adesiólise) por via laparoscópica ou robótica — considerada método principal quando há comprometimento funcional ou dor;
  • Em alguns casos, terapias complementares como anti-inflamatórios, hormônios ou medidas para prevenção de nova aderência após cirurgia;
  • Em casos de infertilidade severa ou onde o tratamento isolado não basta, técnicas de reprodução assistida podem ser indicadas;

Vale enfatizar: mesmo após tratamento, há risco de recidiva das aderências, o que requer acompanhamento contínuo.

As aderências podem causar infertilidade?

Sim, as aderências pélvicas podem comprometer a fertilidade, embora o grau de impacto varie conforme localização e extensão. Elas alteram a anatomia e o funcionamento das tubas uterinas, ovários e útero, impedindo a ovulação, a captação do óvulo ou o transporte adequado.

Como as aderências pélvicas podem atrapalhar uma gravidez?

Quando falamos de aderências pélvicas, é fundamental considerar não apenas suas manifestações de dor ou desconforto, mas também o impacto que essas formações fibrosas podem ter na capacidade reprodutiva.

  • As tubas ficam fixas ou obstruídas, impedindo o encontro entre óvulo e espermatozoide;
  • A ovulação pode ser comprometida se o ovário estiver aderido a outras estruturas;
  • A implantação embrionária pode ser dificultada se o útero ou sua mobilidade estiver reduzida;
  • O risco de gravidez ectópica se eleva caso as tubas estejam parcialmente obstruídas.

Dessa forma, para mulheres que desejam engravidar, a investigação de aderências pélvicas pode se tornar parte importante da avaliação de fertilidade.

Qual médico procurar em casos de aderências pélvicas?

O tratamento de aderências pélvicas exige atuação de um ginecologista especializado em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, preferencialmente com experiência em laparoscopia ou cirurgia robótica. Esse profissional avalia o histórico (como cirurgias anteriores ou infecções), realiza os exames adequados e define se a liberação das aderências é indicada. Em centros especializados, a equipe pode incluir anestesista, enfermeiros e profissionais de reprodução assistida, quando o objetivo for fertilidade.
Para mulheres em Campinas ou região que buscam atendimento com qualidade técnica e abordagem personalizada, é essencial escolher especialista que não só execute o procedimento, mas acompanhe o caso como um todo — da investigação ao seguimento pós-operatório.

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Se você está enfrentando dor pélvica persistente, alterações no ciclo menstrual, ou dificuldade para engravidar e acredita que as aderências pélvicas possam ter papel na sua condição, marque uma avaliação com o Dr. Caio Lett, especialista em ginecologia, endoscopia ginecológica e cirurgia minimamente invasiva.

 

Fontes:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)

Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)