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Prolapso uterino: o que é, sintomas e tratamentos

Mulher sentada em sofá com dores abdominais
Imagem: Shutterstock

Problema pode afetar mulheres em qualquer idade, mas pode ser evitado. Saiba mais.

O prolapso uterino ocorre quando os músculos e ligamentos do assoalho pélvico se enfraquecem, não conseguindo mais dar suporte suficiente para o útero. Esses músculos sustentam o útero, o reto, a vagina, a bexiga e outros órgãos pélvicos. Como resultado desse enfraquecimento, o útero desliza para dentro da vagina ou se projeta para fora dela. O prolapso uterino afeta com mais frequência mulheres após a menopausa que tiveram um ou mais partos vaginais, embora possa ocorrer em qualquer idade.

O prolapso uterino é classificado em quatro estágios:

  • Estágio I: quando o útero perde a sustentação e forma um abaulamento na região superior da vagina;
  • Estágio II: quando o útero forma um abaulamento na parte inferior da vagina;
  • Estágio III: quando parte do tecido uterino sai pela vagina;
  • Estágio IV: quando o útero todo desliza para fora da vagina.

Saiba mais sobre o prolapso uterino, seus sintomas e tratamentos continuando a leitura deste texto.

Quais as causas do prolapso uterino?

O prolapso uterino resulta do enfraquecimento dos músculos pélvicos, o que pode ser causado por diversas razões, como:

  • Parto vaginal;
  • Idade do primeiro parto (mulheres mais velhas correm maior risco de lesões no assoalho pélvico em comparação com mulheres mais jovens);
  • Trabalho de parto difícil ou trauma durante o parto;
  • Dar à luz um bebê grande;
  • Estar acima do peso;
  • Cirurgia pélvica prévia;
  • Redução do nível do hormônio estrogênio após a menopausa;
  • Constipação crônica ou esforço para evacuar;
  • Tosse crônica;
  • Atividades que incluam o levantamento constante de peso.

Principais sintomas do prolapso uterino

Após o parto, é comum ocorrer um prolapso uterino leve, que não causa sintomas. No entanto, nos casos moderados a graves, podem surgir:

  • Protuberância visível do tecido uterino para fora da vagina;
  • Sensação de peso na região pélvica;
  • Sentir que a bexiga não esvazia completamente;
  • Incontinência urinária, vontade de urinar com frequência ou urgência urinária;
  • Problemas para evacuar;
  • Dor na pelve, no abdômen ou na parte inferior das costas;
  • Pressão ou desconforto na pelve ou na região lombar.

Como o diagnóstico é realizado?

O prolapso uterino é diagnosticado por meio de um exame pélvico, que determinará se o útero está fora de sua posição normal. Este exame é feito com a ajuda de um espéculo, um instrumento que permite que o médico examine a vagina e o útero.

Quais os tratamentos para prolapso uterino?

Quando o prolapso uterino não causa sintomas, o tratamento pode não ser necessário. No entanto, quando o problema causa incômodo, o médico pode recomendar alguns tratamentos, que incluem:

  • Realização de exercícios para fortalecer os músculos do assoalho pélvico. Estes exercícios são chamados de exercícios de Kegel e são indicados nos casos leves de prolapso uterino;
  • Uso de pessário, um dispositivo de silicone que se encaixa ao redor ou no colo do útero. Ele ajuda a sustentar o órgão e a mantê-lo no lugar. O pessário deve ser higienizado com frequência e retirado antes das relações sexuais;
  • Cirurgia.

Quando o tratamento cirúrgico é indicado?

A cirurgia pode ser necessária para reparar o prolapso no útero quando outros tratamentos não apresentaram resultados. A cirurgia para prolapso uterino pode tanto envolver a retirada do útero, procedimento chamado de histerectomia, quanto a realização de um procedimento de preservação do útero para manter o órgão no lugar. A suspensão uterina pode ser feita recolocando os ligamentos pélvicos na parte inferior do útero para mantê-lo no lugar. Essa cirurgia é indicada quando a mulher deseja ter filhos no futuro.

Como prevenir o útero baixo?

Para reduzir o risco de prolapso uterino é possível adotar algumas medidas. Entre elas, destacam-se:

  • Evitar a constipação: beba bastante líquido e consuma alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais, feijões e grãos integrais;
  • Evitar levantar pesos: ao erguer objetos pesados do chão, coloque a força nas pernas, e não nos quadris ou nas costas;
  • Controlar a tosse crônica ou outra condição que leve a ela, como a bronquite ou o tabagismo;
  • Manter um peso adequado;
  • Praticar atividades físicas regularmente.

 

Fontes:

Manual MSD

Mayo Clinic

Cleveland Clinic