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Cirurgia ginecológica por videolaparoscopia

Médicos realizando cirurgia por videolaparoscopia
Imagem: Shutterstock

Conheça essa técnica cirúrgica e saiba quando ela pode ser indicada Uma das técnicas mais usadas em cirurgia é a videolaparoscopia, um procedimento minimamente invasivo no qual o cirurgião faz pequenas incisões no abdômen por onde são inseridos os instrumentos necessários para a cirurgia e uma espécie de cânula, com uma microcâmera e uma luz na sua extremidade. Esse equipamento tem a função de produzir imagens que serão transmitidas para um monitor com o objetivo de ajudar o cirurgião a visualizar o local a ser tratado.

O que é a cirurgia ginecológica por videolaparoscopia?

A cirurgia ginecológica por videolaparoscopia é uma abordagem minimamente invasiva que permite ao cirurgião tratar diversas condições de saúde que acometem o sistema reprodutivo feminino sem a necessidade de fazer uma grande incisão, como ocorre na cirurgia convencional (aberta).

Como ela funciona?

Na cirurgia ginecológica por videolaparoscopia, o cirurgião realiza cerca de três a quatro pequenos cortes no abdômen da paciente por onde serão inseridos um tubo fino contendo uma câmera e uma luz em sua extremidade, conhecido como laparoscópio, e os instrumentos necessários para realizar a cirurgia ginecológica por videolaparoscopia. A câmera envia imagens do interior do corpo para um monitor de TV na sala de cirurgia, permitindo que o cirurgião veja com clareza e em detalhes o local cirúrgico. Antes de iniciar a cirurgia por videolaparoscopia, o cirurgião insere um gás, chamado dióxido de carbono, para inflar suavemente o abdômen. Isso permitirá que ele, além de visualizar melhor o local operado, tenha espaço para mover os instrumentos. Finalizada a cirurgia ginecológica por videolaparoscopia, o cirurgião liberará o dióxido de carbono inserido no abdômen e fechará as incisões com pontos que se dissolverão sozinhos ou cola cirúrgica.

Principais indicações para a cirurgia ginecológica por videolaparoscopia

Uma série de condições que afetam a saúde dos órgãos reprodutivos femininos pode ser tratada por meio da cirurgia ginecológica por videolaparoscopia. Conheça algumas delas:

Endometriose

A endometriose ocorre quando células semelhantes às normalmente encontradas no tecido que reveste a parede interna do útero, chamado de endométrio, migram para outras partes do corpo, como ovários, bexiga e intestino. A cirurgia ginecológica por videolaparoscopia é uma opção para tratar os sintomas da endometriose em casos severos da doença.

Adenomiose

A adenomiose é uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial, que reveste o útero, no miométrio (camada muscular do órgão). Casos graves da doença podem ser tratados com cirurgia por videolaparoscopia.

Miomas uterinos

Miomas uterinos são crescimentos benignos (não cancerosos) de tecido que podem se desenvolver nas paredes do útero. Eles podem variar em tamanho e em quantidade. A cirurgia ginecológica por videolaparoscopia pode ser indicada quando eles causam sintomas ou são considerados grandes.

Cistos ovarianos

Os cistos ovarianos são sacos cheios de líquido que se desenvolvem dentro ou sobre os ovários. Eles são bastante comuns e podem surgir em qualquer idade. A maioria dos cistos ovarianos não causa nenhum sintoma e geralmente não são cancerosos. Muitos desaparecem sem a necessidade de tratamento. Outros, se estão causando sintomas que impactam a qualidade de vida da mulher ou são grandes, podem precisar ser retirados com a cirurgia por videolaparoscopia.

Vantagens da cirurgia ginecológica por videolaparoscopia

Os benefícios da cirurgia ginecológica videolaparoscópica são diversos e podem incluir:

  • Menos dor no pós-operatório;
  • Menos riscos de complicações;
  • Tempo de internação menor (muitas pacientes recebem alta no mesmo dia da cirurgia por videolaparoscopia);
  • Menor necessidade de uso de medicamentos para dor;
  • Menos cicatrizes;
  • Recuperação mais rápida;
  • Retorno precoce às atividades do dia a dia;
  • Menos sangramento no pós-operatório.

Existem contraindicações ao procedimento?

Existem poucas contraindicações à cirurgia por videolaparoscopia, no entanto o procedimento pode ser contraindicado nas seguintes situações:

  • Pacientes obesas;
  • Pessoas em idade avançada;
  • Pacientes que passaram por cirurgia abdominal prévia;
  • Mulheres com doenças cardíacas ou pulmonares.

Como é o pós-operatório e quais são os cuidados necessários?

É importante descansar e relaxar nos primeiros dias após uma cirurgia ginecológica por videolaparoscopia. O tempo de recuperação do procedimento depende da finalidade da cirurgia. Nos primeiros dias após a cirurgia ginecológica por videolaparoscopia, podem surgir dor e desconforto no local, que podem ser resolvidos com a administração de medicamentos analgésicos. Também é normal o surgimento de pequenos sangramentos vaginais, dor no ombro (acredita-se que seja causada pelo gás usado para inflar a barriga, pois ele pode inflamar um nervo na região), cansaço e hematomas ao redor das incisões após a cirurgia ginecológica por videolaparoscopia. Alguns cuidados a serem tomados após o procedimento incluem:

  • Mover-se o máximo que puder após a cirurgia ginecológica por videolaparoscopia para prevenir a formação de coágulos sanguíneos nas pernas ou usar meias de compressão;
  • Não dirigir após a cirurgia;
  • Evitar molhar o local dos pontos nas primeiras 24 horas;
  • Manter o local das incisões limpo e seco;
  • Não aplicar cremes sobre os cortes;
  • Evitar o consumo de alimentos que causem dor de estômago, gases ou inchaço nos primeiros dias após a cirurgia;
  • Não manter relações sexuais pelo período recomendado pelo médico;
  • Evitar carregar peso nas primeiras três semanas após a cirurgia ginecológica por videolaparoscopia;
  • Não praticar atividades físicas intensas até liberação médica.

De maneira geral, as atividades normais podem ser retomadas depois de uma semana.   Fontes: Medscape Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas