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Dor da endometriose: como aliviar?

Mulher deitada em cama com dor da endometriose
Imagem: Shutterstock

Entenda por que a dor da endometriose acontece e quais técnicas ajudam no alívio dos sintomas.

A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio, camada interna do útero, fora da cavidade uterina, como nos ovários, ligamentos pélvicos e intestino.

Estima-se que ela afete cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, sendo uma das principais causas de dor pélvica crônica e infertilidade. A dor da endometriose surge porque esses focos ectópicos respondem aos hormônios do ciclo menstrual, provocando inflamação local e irritação dos nervos da pelve.

Em alguns casos, a endometriose pode ser assintomática. Segundo a Febrasgo, aproximadamente 20% das mulheres com a doença não apresentam sintomas evidentes, o que pode retardar o diagnóstico. Esse atraso é perigoso porque a doença pode progredir de forma silenciosa, formando aderências e comprometendo estruturas importantes, como trompas e ovários.

No entanto, a maioria das pacientes apresenta sintomas, e a dor da endometriose é o mais comum deles. Os incômodos podem surgir durante a menstruação, nas relações sexuais ou mesmo de forma contínua ao longo do mês. Para muitas mulheres, lidar diariamente com as dores decorrentes da endometriose representa uma limitação funcional importante, interferindo no trabalho, na vida social e na saúde emocional.

Como aliviar a dor da endometriose na hora da crise?

A endometriose pode atingir diferentes regiões da pelve e, em casos mais avançados, infiltrar órgãos como intestino e bexiga, o que explica a diversidade de sintomas.

A dor da endometriose pode ter componente inflamatório, muscular e neuropático, relacionado à irritação de nervos, tornando o manejo mais complexo. Ainda assim, algumas medidas podem auxiliar no alívio durante as crises.

Uso de bolsa de água quente na região

O calor promove vasodilatação e relaxamento da musculatura abdominal e pélvica. Isso reduz o espasmo muscular associado à dor da endometriose e melhora a circulação local, diminuindo a sensação dolorosa. É uma estratégia simples, sem efeitos sistêmicos, que pode ser usada como complemento ao tratamento médico.

Anti-inflamatórios (AINEs)

Os anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e naproxeno, atuam bloqueando a produção de prostaglandinas, substâncias envolvidas na inflamação e na dor.

Eles podem ser úteis em crises leves a moderadas de dor da endometriose, especialmente quando há componente inflamatório predominante. No entanto, seu uso deve ser orientado por médico, devido ao risco gastrointestinal e renal.

Relaxamento e controle da respiração

Técnicas respiratórias ajudam a reduzir a ativação do sistema nervoso simpático, responsável pela resposta ao estresse, e diminuem a percepção da dor. Ao desacelerar a respiração, há redução da tensão muscular pélvica e melhora do limiar doloroso, auxiliando no controle da dor da endometriose em situações agudas.

Alongamentos suaves

Movimentos leves da coluna lombar e do quadril contribuem para aliviar a rigidez muscular associada à dor pélvica. O alongamento promove maior oxigenação dos tecidos e diminui a compressão nervosa, o que pode reduzir a intensidade dos incômodos em curto prazo.

Remédios para aliviar a dor da endometriose funcionam?

O tratamento medicamentoso da dor da endometriose é complexo e depende da intensidade dos sintomas e da extensão da doença. Podem ser utilizados anticoncepcionais hormonais, progestagênios e, em casos específicos, análogos do GnRH, que reduzem a produção de estrogênio e induzem uma espécie de menopausa temporária. Essas medicações visam diminuir a atividade dos focos endometrióticos.

É importante destacar que esses medicamentos devem ser prescritos apenas por ginecologista, após avaliação clínica e exames de imagem.

Em quadros mais graves, quando a dor da endometriose é persistente e refratária, pode ser necessária associação de fármacos ou indicação cirúrgica, sempre com base em critérios individualizados.

Dieta anti-inflamatória ajuda a aliviar a dor da endometriose?

Nas redes sociais, a chamada “dieta anti-inflamatória” é frequentemente citada como solução para diversos casos, no entanto, é preciso cuidado para não transformar orientações nutricionais em promessas sem respaldo científico.

Do ponto de vista médico, sabe-se que alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3, fibras e antioxidantes podem modular processos inflamatórios sistêmicos.

Estudos observacionais sugerem que dietas com menor consumo de ultraprocessados e maior ingestão de vegetais estão associadas a menor intensidade da dor da endometriose. No entanto, a alimentação deve ser vista como estratégia complementar, não substituindo o tratamento médico.

A Fisioterapia Pélvica ajuda na dor da endometriose?

A fisioterapia pélvica é uma área da reabilitação voltada ao tratamento dos músculos e estruturas da pelve. Ela atua na correção de tensões musculares, melhora da mobilidade e reeducação postural.

Seus benefícios incluem:

  • Redução da tensão dos músculos do assoalho pélvico;
  • Diminuição da dor durante a relação sexual;
  • Melhora da circulação local;
  • Aumento da consciência corporal;
  • Auxílio no controle da dor da endometriose crônica.

Quando procurar um ginecologista especialista em endometriose?

A persistência da dor da endometriose, especialmente quando associada a alterações menstruais, dor durante a relação sexual ou infertilidade, indica a necessidade de avaliação especializada. O ginecologista poderá solicitar exames como ultrassonografia com preparo intestinal ou ressonância magnética, além de definir o melhor plano terapêutico.

Agende uma consulta para o rastreamento completo e o melhor direcionamento para lidar com casos de endometriose.

 

Fontes:

CNN Brasil

Febrasgo

Einstein.br