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Tratamento para sinéquia uterina

médico mostrando um molde de útero
Fonte: Shutterstock

Tratamento é realizado principalmente por cirurgia minimamente invasiva, com o objetivo de remover aderências dentro do útero e restaurar a anatomia da paciente

A sinéquia uterina é caracterizada pela formação de aderências no interior do útero, geralmente após processos inflamatórios, infecções ou procedimentos ginecológicos. Essas aderências podem provocar alterações menstruais, infertilidade, dores pélvicas e dificuldades reprodutivas.

O tratamento da sinéquia uterina é importante para restaurar a cavidade uterina e reduzir os impactos da condição sobre a saúde ginecológica e reprodutiva da paciente. Atualmente, a principal abordagem terapêutica é realizada por meio de técnicas minimamente invasivas, especialmente a histeroscopia cirúrgica.

O que a sinéquia uterina pode causar?

As sinéquias uterinas podem provocar diferentes sintomas e complicações, dependendo da extensão das aderências dentro do útero.

Entre as principais consequências estão:

  • Redução do fluxo menstrual;
  • Ausência de menstruação;
  • Cólicas menstruais;
  • Dor pélvica;
  • Dificuldade para engravidar;
  • Abortos de repetição;
  • Alterações na implantação embrionária;

Em alguns casos, as aderências podem ocupar grande parte da cavidade uterina, comprometendo o funcionamento normal do endométrio.

Tratamento para sinéquia uterina: como é realizado?

O tratamento para sinéquia uterina é essencialmente cirúrgico e realizado de forma minimamente invasiva. O principal objetivo é remover as aderências e restaurar a anatomia interna do útero.

A técnica mais utilizada é a histeroscopia cirúrgica, procedimento que permite visualizar diretamente o interior da cavidade uterina sem necessidade de cortes externos. Durante este tratamento da sinéquia uterina, o médico realiza a separação cuidadosa das aderências utilizando instrumentos específicos introduzidos pelo colo do útero.

A complexidade da cirurgia depende do grau das sinéquias, da extensão das aderências e do comprometimento do endométrio.

Histeroscopia cirúrgica

A histeroscopia cirúrgica é considerada o principal tratamento da sinéquia uterina. Nesse procedimento, um equipamento fino com câmera é introduzido pela vagina e pelo colo do útero, permitindo a visualização detalhada da cavidade uterina em tempo real.

Com auxílio de instrumentos delicados, as aderências são removidas de forma controlada, buscando preservar ao máximo o tecido saudável do endométrio.

Por ser minimamente invasiva, a técnica costuma apresentar recuperação mais rápida, menor risco de complicações e possibilidade de alta hospitalar no mesmo dia em muitos casos.

Recuperação pós-tratamento cirúrgico da sinéquia uterina

A recuperação após a realização da cirurgia de tratamento da sinéquia uterina costuma ser relativamente rápida. Nos primeiros dias, podem ocorrer sintomas leves, como:

  • Cólicas discretas;
  • Pequeno sangramento vaginal;
  • Desconforto pélvico leve;
  • Sensação de inchaço abdominal.

Em geral, a paciente pode retornar gradualmente às atividades habituais conforme orientação médica. Dependendo da extensão das aderências tratadas, o médico pode recomendar uso de medicamentos hormonais para auxiliar na regeneração do endométrio e reduzir o risco de novas aderências.

O acompanhamento pós-operatório é importante para avaliar a cicatrização e a recuperação da cavidade uterina.

O tratamento para sinéquia uterina é doloroso?

O procedimento costuma ser realizado com anestesia, o que evita dor durante a cirurgia. Após o tratamento da sinéquia uterina, algumas pacientes podem apresentar cólicas leves ou moderadas temporariamente, especialmente nos primeiros dias. Esses sintomas geralmente são controlados com analgésicos prescritos pelo médico.

A intensidade do desconforto pode variar conforme a extensão das sinéquias tratadas e as características individuais de cada paciente.

As sinéquias podem voltar mesmo após a cirurgia?

Sim. Em alguns casos, as sinéquias podem reaparecer após o tratamento, principalmente quando as aderências eram extensas ou havia comprometimento importante do endométrio.

O risco de recorrência varia conforme fatores como:

  • Gravidade inicial das aderências;
  • Presença de infecções;
  • Histórico de múltiplos procedimentos uterinos;
  • Processo de cicatrização individual.

Por isso, o acompanhamento médico após a cirurgia é fundamental para monitorar a recuperação e identificar possíveis recorrências precocemente.

Como prevenir novas aderências?

Embora nem todos os casos possam ser evitados, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de formação de novas aderências uterinas.

Entre elas estão:

  • Realizar acompanhamento ginecológico adequado;
  • Tratar infecções ginecológicas precocemente;
  • Evitar procedimentos uterinos desnecessários;
  • Seguir corretamente os cuidados pós-operatórios;
  • Fazer o acompanhamento recomendado após a cirurgia.

Em alguns casos, o médico pode utilizar estratégias específicas durante o pós-operatório para minimizar o risco de novas sinéquias.

Qual médico realiza o tratamento para sinéquia uterina?

O tratamento para sinéquia uterina é realizado pelo ginecologista, especialmente profissionais especializados em histeroscopia e cirurgia ginecológica minimamente invasiva.

Quando há impacto sobre a fertilidade, o acompanhamento também pode envolver especialistas em reprodução humana.

A avaliação individualizada é essencial para definir a melhor estratégia terapêutica e acompanhar a recuperação da cavidade uterina após o tratamento.

Para saber mais sobre o tratamento para sinéquia uterina e tirar suas dúvidas sobre a cirurgia, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Caio Lett.

Fontes:

National Institutes of Health;

Dr. Caio Lett.