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Ferida no colo do útero: é perigoso?

Ginecologista demonstrando modelo do sistema reprodutor feminino em uma mesa, close-up.
Imagem: Shutterstock

Veja o que a ferida no colo do útero pode representar e a importância do acompanhamento ginecológico nestes casos.

Receber o diagnóstico de uma possível ferida no colo do útero costuma gerar apreensão em muitas mulheres, porque a expressão traz a ideia de lesão, dor e até risco. Por esse motivo, é importante salientar que somente com acesso à informação confiável e com o acompanhamento de um ginecologista de confiança, é possível entender exatamente o que esse termo quer dizer em cada caso. Com o conhecimento correto, muitas vezes o que parecia grave pode ser apenas uma alteração benigna e tratável.

É importante também saber que ferida no colo do útero não é um diagnóstico preciso, mas uma descrição visual feita durante um exame ginecológico, e essa alteração pode representar condições distintas, desde mudanças fisiológicas até inflamações ou alterações relacionadas ao HPV. A partir de uma avaliação detalhada, exames complementares e histórico clínico, o médico pode determinar se há necessidade de tratamento ou apenas acompanhamento regular.

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O que causa ferida no colo do útero?

A ferida no colo do útero pode surgir por diferentes razões, sendo a ectopia cervical uma das causas mais comuns. Essa condição caracteriza-se pela projeção do tecido glandular do canal interno do útero (endocérvice) para a parte externa do colo uterino (ectocérvice), onde normalmente há epitélio escamoso mais resistente. Essa projeção altera a aparência da região, tornando-a avermelhada e delicada.

Outra causa frequente é a inflamação do colo uterino, chamada de cervicite, que pode ser desencadeada por infecções (bacterianas, virais, fúngicas), irritações químicas, trauma mecânico ou por alterações da microbiota vaginal. Nesses casos, o colo pode apresentar vermelhidão, secreção, sangramentos pós relações sexuais ou entre menstruações, sintomas que muitas vezes levam ao diagnóstico de ferida.

Também infecções por vírus, especialmente o vírus do papilomavírus humano (HPV), podem provocar lesões no colo do útero. Essas lesões, dependendo do tipo viral e da resposta do organismo, podem ser superficiais ou gerar alterações celulares que exigem acompanhamento.

Por fim, outros fatores podem alterar o tecido do colo, dando aspecto de ferida no colo do útero são o uso prolongado de anticoncepcionais hormonais, trauma após parto ou relação, irritações por produtos íntimos ou até alterações hormonais. Nesses casos, o colo pode estar mais sensível, com pequenas erosões superficiais, mas sem risco imediato grave.

Fatores de risco da ectopia cervical

A ectopia cervical ocorre com maior frequência em mulheres em idade fértil, especialmente aquelas com níveis hormonais elevados, como durante a adolescência, gravidez, uso de anticoncepcionais hormonais ou terapias hormonais.

Além disso, a ectopia pode ser favorecida por traumas no colo, como parto vaginal, manipulação ginecológica repetida ou uso de dispositivos intrauterinos. Esses fatores irritam a mucosa cervical, tornando o tecido colunar mais visível e suscetível a inflamações.

Sintomas associados a ferida no colo do útero

Embora muitas vezes a ferida no colo do útero não provoque sintomas e seja descoberta apenas em exames de rotina, é importante que a mulher observe sinais que podem indicar a necessidade de avaliação médica. Além de manter consultas regulares com ginecologista, vale atenção aos primeiros sintomas:

  • Corrimento vaginal fora do normal (branco, amarelado ou com odor diferente);
  • Sangramento vaginal após relação sexual ou fora do período menstrual;
  • Dor ou desconforto pélvico;
  • Dor ou ardência ao urinar;
  • Dor durante a relação sexual.

Se algum desses sintomas aparecer, é recomendado buscar atendimento médico rapidamente para investigar a causa com exames adequados.

Quando a ferida no colo do útero é perigosa?

A ferida no colo do útero pode ser considerada perigosa quando a alteração representa uma infecção ativa, uma lesão causada por HPV com alterações celulares ou quando houver lesão inflamatória persistente com risco de evolução. Nesses casos, sem tratamento adequado, há risco de agravamento da inflamação, envolvimento de estruturas mais profundas e, em situações de infecção, possibilidade de disseminação para o trato genital.

Em casos de cervicite causada por infecções sexualmente transmissíveis, se não tratadas, há risco de subir para o útero, trompas e ovários, podendo causar uma doença inflamatória pélvica, com consequências para a fertilidade.

Além disso, quando a ferida corresponde a lesão por HPV, existe a necessidade de monitorização, pois algumas cepas de alto risco podem evoluir, ao longo dos anos, para neoplasias. A detecção e o tratamento precoce dessas alterações reduzem significativamente esse risco.

Por fim, lesões que causam sangramento frequente ou dor persistente podem comprometer a qualidade de vida, favorecer infecções recorrentes e gerar desconforto constante, reforçando a necessidade de avaliação e tratamento adequado.

Diagnóstico e tratamento da ferida no colo do útero

O diagnóstico começa com exame ginecológico e coleta de Papanicolau, que permite avaliar se há alterações celulares. Quando há suspeita de inflamação ou lesão, pode ser necessária colposcopia, exame que amplia a visualização do colo e, se indicado, biópsia para análise histológica. Essas etapas ajudam a identificar se a ferida no colo do útero é apenas ectopia, cervicite ou lesão viral.

O tratamento varia de acordo com a causa. No caso de ectopia sem sintomas, muitas vezes não há necessidade de intervenção, pode haver apenas acompanhamento periódico. Quando há inflamação ou infecção, o uso de antibióticos ou antifúngicos, associado a cuidados como higiene adequada e uso de preservativo, costuma resolver a cervicite. Em casos de lesões persistentes ou lesões causadas por HPV de alto risco, pode haver indicação de procedimentos como cauterização ou ablação, sempre com orientação médica.

Ferida no colo do útero pode ser câncer?

A expressão ferida no colo do útero não implica necessariamente que seja um caso de câncer. A maioria dos casos corresponde à ectopia ou a alterações benignas. No entanto, em situações em que há persistência de inflamação, infecção por tipos de HPV ou alterações celulares, existe a possibilidade de evolução para câncer de colo do útero, embora isso leve anos e dependa de vários fatores, como resposta imunológica e acompanhamento regular.

Por isso, o diagnóstico precoce por meio de exames regulares (Papanicolau e colposcopia) e, quando necessário, biópsia, é essencial para identificar lesões precursoras e iniciar o tratamento antes que se tornem malignas.

Quando procurar um médico ginecologista?

É recomendável procurar um ginecologista sempre que houver corrimento fora do habitual, sangramento após relação sexual, dor pélvica persistente ou histórico de infecções sexualmente transmissíveis. O acompanhamento regular permite detectar alterações silenciosas, como ectopia ou lesões precursoras, antes que causem sintomas ou complicações.

Além disso, mesmo mulheres assintomáticas devem manter exames de rotina conforme orientação médica. Muitas feridas no colo do útero são descobertas durante o exame preventivo e não causam incômodo, mas requerem monitoramento. Esse cuidado periódico é a melhor forma de garantir saúde a longo prazo.

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Fontes:

Tua Saúde

Portal Drauzio Varella

MSD Manuals

Hospital 9 de Julho