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O que é miomatose uterina?

Médico apontando com caneta para modelol anatômico de um útero
Imagem: Shutterstock

A condição é caracterizada pela presença de miomas no útero

Miomas uterinos são tumores benignos que se formam no miométrio, o tecido muscular que forma o útero. Quando há o surgimento de muitos deles ao mesmo tempo, damos a essa condição o nome de miomatose uterina.

De forma geral, os miomas característicos da miomatose uterina são lesões muito comuns e, com tamanhos e quantidades que variam, podem atingir até 80% das mulheres em idade reprodutiva.

Saiba mais sobre a miomatose uterina no conteúdo a seguir.

Quais são os fatores de risco da miomatose uterina?

Existem alguns fatores que aumentam o risco de desenvolvimento de miomatose uterina:

  • Primeira menstruação precoce ou menopausa tardia;
  • Excesso de peso ou obesidade;
  • Nunca ter tido filhos;
  • Realização de tratamentos para reposição hormonal;
  • Alimentação pouco saudável;
  • Histórico familiar de miomas uterinos.

A miomatose uterina apresenta sintomas?

Alguns casos de miomatose uterina podem ser assintomáticos. No entanto, como a condição está comumente associada à presença de muitos miomas de uma só vez, é comum o aparecimento de sintomas como:

  • Sangramentos mais intensos durante a menstruação;
  • Sangramentos intermenstruais;
  • Cólicas abdominais intensas;
  • Aumento do volume abdominal;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Alterações na regularidade dos ciclos menstruais;
  • Anemia;
  • Infertilidade.

Como o diagnóstico é realizado?

O diagnóstico da miomatose uterina é feito pelo ginecologista a partir dos sintomas descritos pela paciente e pelas análises clínicas iniciais. Geralmente, a confirmação é feita por meio de exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a histeroscopia diagnóstica. Em alguns casos, a ressonância magnética também pode ser necessária.

Ademais, no diagnóstico, é possível identificar os tipos de miomas uterinos, que podem ser:

  • Miomas Subserosos: quando surgem próximos ao tecido mais externo do útero;
  • Miomas Intramurais: quando surgem no interior do próprio miométrio, sendo os mais comuns nos quadros de miomatose uterina;
  • Miomas Submucosos: quando surgem próximos ao tecido da cavidade interna do útero.

Como tratar a miomatose uterina?

O tratamento da miomatose uterina deve ser realizado, primeiramente, para melhorar os sintomas. Tumores muito pequenos, assintomáticos ou que não causam alterações anatômicas importantes no útero podem não exigir um tratamento específico, ao menos inicialmente.

Casos sintomáticos podem ser tratados com o uso de anti-inflamatórios, analgésicos (para aliviar dores e inflamações em geral) e medicamentos hormonais (para controlar os ciclos menstruais e melhorar gradativamente os sintomas da miomatose uterina).

No entanto, quando as abordagens conservadoras não são suficientes para tratar a condição de forma eficaz, pode ser recomendada a cirurgia.

Quando a cirurgia é recomendada?

A miomectomia é o procedimento cirúrgico realizado para remover miomas uterinos. A cirurgia, como mencionado anteriormente, é recomendada em casos de lesões isoladas ou de miomatose uterina em que o tratamento conservador não gerou resultados satisfatórios.

A cirurgia também pode ser recomendada quando os miomas são muito grandes e causam distorções significativas no útero. Também existe a possibilidade de indicar o procedimento às mulheres que desejam engravidar, mas não conseguem por causa da presença dessas lesões.

A miomatose uterina pode afetar a gravidez?

A miomatose uterina pode causar dificuldades para engravidar. No entanto, existem casos de mulheres que conseguem gestar mesmo tendo miomas. Nesses contextos, é comum a preocupação em relação à possibilidade de os tumores afetarem a gravidez.

A presença de miomas durante a gravidez deve ser avaliada com cuidado, pois, a depender da extensão e da quantidade, eles podem ser perigosos para a gestação, podendo afetar o desenvolvimento do bebê, levar a um parto prematuro ou causar um aborto espontâneo.

Por esse motivo, o ideal é tratar a miomatose uterina antes de engravidar. Caso não seja possível ou caso a doença seja diagnosticada após o início da gravidez, é importante contar com um acompanhamento médico mais frequente durante toda a gestação.

Para saber mais sobre os miomas uterinos, entre em contato com o Dr. Caio Lett e agende uma consulta.

 

Fontes:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

Associação Médica Brasileira

Manual MSD