Saiba como funciona a recuperação e quais os cuidados após a histerectomia.
A histerectomia é a cirurgia em que o útero é removido, podendo ser indicada para várias condições ginecológicas, como miomas sintomáticos, endometriose extensa, prolapso uterino ou câncer ginecológico. Dependendo do diagnóstico e da necessidade, a histerectomia pode envolver apenas a remoção do útero ou também de ovários e tubas, conforme avaliação médica.
Embora seja uma cirurgia considerada simples, a fase de recuperação exige atenção especial. Os cuidados pós histerectomia influenciam diretamente na cicatrização, na prevenção de complicações e na retomada segura das atividades. Seguir orientações médicas ajuda a tornar o processo mais tranquilo, confortável e com melhores resultados a longo prazo.
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Diferentes tipos de histerectomia
A histerectomia pode ser realizada por diferentes técnicas, cada uma com indicações específicas e impacto distinto no pós-operatório.
Na via abdominal tradicional, é feita uma incisão grande no abdômen para acessar o útero e removê-lo. Esse método costuma ser usado quando há necessidade de maior visualização, como em casos de órgãos aumentados, aderências ou tumores volumosos. A recuperação dessa via tende a ser mais lenta e os cuidados pós histerectomia exigem mais da paciente, tendo em vista a maior chance de dor pós-operatória e tempo de repouso.
A histerectomia vaginal remove o útero pela via vaginal, sem necessidade de corte no abdômen. Essa técnica evita cicatrizes externas e costuma apresentar recuperação mais rápida, com menor dor e menor tempo de internação.
A histerectomia por laparoscopia utiliza pequenas incisões no abdômen por onde são introduzidos instrumentos e câmera para realizar a remoção uterina. A videolaparoscopia é uma técnica é minimamente invasiva e representa um meio-termo entre a abdominal e a vaginal, oferecendo redução de dor, tempo de internação curto e recuperação mais rápida.
A histerectomia robótica é realizada de forma semelhante à laparoscopia, porém com o auxílio de braços robóticos controlados por um cirurgião a partir de um console. Essa técnica permite maior precisão nos movimentos, visão tridimensional, melhor manuseio de estruturas delicadas e menor trauma tecidual. A cirurgia robótica torna os cuidados pós histerectomia mais fáceis e favorece a recuperação, proporcionando menos dor e menor risco de complicações.
Histerectomia parcial
Na histerectomia parcial, o útero é removido, mas o colo uterino é preservado. Essa opção pode ser indicada quando o problema não envolve o colo, e permite manutenção de parte da anatomia.
Histerectomia total
A histerectomia total envolve a remoção do útero e do colo uterino. É a forma mais comum de histerectomia quando a patologia afeta ambas as estruturas ou quando há necessidade de segurança ginecológica mais ampla.
Histerectomia radical
A histerectomia radical é usada em contextos oncológicos ou de doença agressiva, removendo, além do útero e colo, tecidos adjacentes e eventualmente ovários e trompas, conforme o caso. É um procedimento de maior complexidade, geralmente indicado em situações graves.
Recuperação e cuidados pós histerectomia
A recuperação após histerectomia é um período delicado que exige repouso, paciência e atenção às orientações médicas. Respeitar o tempo de cicatrização, evitar esforços físicos e observar sinais de alerta são parte dos cuidados pós histerectomia. Entender como funciona cada fase ajuda a reduzir riscos e facilita a retomada das atividades gradualmente.
No pós-operatório imediato, o corpo passa por adaptações: ar removido da cavidade abdominal (no caso de laparoscopia ou robótica), sensibilidade na área operada, uso de sondas ou drenos, necessidade de medicação para dor e risco de desconfortos digestivos.
Qual o tempo de repouso recomendado após uma histerectomia?
Em geral, o repouso absoluto costuma durar os primeiros dias, com retorno gradual a atividades leves. Estudos e guias de recuperação indicam que a recuperação completa pode levar entre 4 a 8 semanas, dependendo da via cirúrgica e das condições individuais.
Durante as primeiras 24 a 48 horas, o repouso é essencial. A partir do segundo dia, caminhadas curtas fazem parte dos cuidados pós histerectomia para prevenir complicações como trombose.
Qual via cirúrgica tem o pós-operatório mais rápido?
As técnicas minimamente invasivas (laparoscopia e cirurgia robótica) costumam permitir recuperação mais rápida e com menos dor que a via abdominal.
A histerectomia robótica, em particular, oferece benefícios como cortes pequenos, menor trauma tecidual, visão ampliada e precisão nos movimentos. Isso reduz a dor, minimiza o sangramento, diminui a hospitalização e acelera o retorno às atividades.
Muitas pacientes submetidas à histerectomia robótica recebem alta em 24 a 48 horas, o que favorece a recuperação e os cuidados pós histerectomia em casa.
Cuidados pós histerectomia: como garantir uma recuperação tranquila?
Após a cirurgia, é fundamental seguir orientações médicas para reduzir riscos e facilitar a recuperação. Entre os cuidados pós histerectomia recomendados:
- Caminhadas leves, evitando longos períodos de repouso absoluto;
- Manter a incisão limpa e seca;
- Evitar banhos prolongados;
- Evitar levantar peso ou fazer esforço físico intenso por pelo menos 4 a 6 semanas;
- Utilizar medicações para controle da dor conforme prescrição médica;
- Alimentação equilibrada e hidratação adequada para favorecer cicatrização;
- Observar sinais de alerta como febre, dor intensa, sangramento excessivo, inchaço nas pernas, dificuldade para urinar ou evacuar;
- Repouso sexual.
O que não se pode fazer após uma cirurgia de histerectomia?
Nos primeiros 4 a 6 semanas, é desaconselhado levantar objetos pesados, praticar exercícios intensos, fazer esforços abdominais ou intestinais e manter atividade sexual. Também faz parte dos cuidados pós histerectomia evitar a inserção de qualquer objeto na vagina, como absorventes internos ou duchas, até a cicatrização completa da cúpula vaginal.
Além disso, é importante evitar banhos prolongados, piscinas ou imersões, pois aumentam o risco de infecção nas incisões.
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Fontes:


