Saiba como surgem os miomas e quais são os seus riscos.
Os miomas uterinos são tumores benignos formados a partir do tecido muscular do útero e que apresentam alta prevalência na população feminina. De acordo com dados do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, estima-se que entre 20% e 80% das mulheres, de 35 a 54 anos, desenvolvem miomas, variando conforme histórico hormonal, raça, idade, predisposição genética e condições metabólicas. Por serem tumores benignos, muitas vezes passam despercebidos e podem permanecer assintomáticos por longos períodos.
Mesmo sendo benignos e frequentes em idade reprodutiva, os miomas podem estar associados a sintomas importantes e eventuais complicações, principalmente quando crescem rapidamente, apresentam localização estratégica dentro do útero ou não são acompanhados de maneira regular. Em situações específicas, os riscos do mioma podem envolver dor, anemia, alterações menstruais e impacto na fertilidade, reforçando a necessidade de avaliação personalizada por um médico ginecologista.
Quais os sintomas do mioma no útero?
O primeiro passo, antes mesmo de saber os riscos do mioma, é importante que a mulher se atente aos sintomas e procure apoio médico sempre que houver alteração no padrão menstrual ou dor persistente. Entre os sintomas mais comuns do mioma estão:
- Sangramento menstrual aumentado;
- Período menstrual prolongado;
- Dor pélvica;
- Cólicas intensas;
- Aumento do volume abdominal;
- Sangramento entre menstruações;
- Dificuldade para engravidar;
- Constipação ou desconforto urinário.
Quais os riscos do mioma no útero?
Os riscos do mioma variam conforme tamanho, número e localização. Miomas submucosos, por exemplo, localizados na parede interna do útero, tendem a ocasionar mais sintomas e interferir no ciclo menstrual e na fertilidade. Já miomas intramurais e subserosos podem crescer externamente, comprimindo órgãos vizinhos e causando dor lombar, constipação ou aumento urinário.
Quando abordamos os riscos do mioma, é necssario ter em mente que com o passar do tempo, esses tumores podem aumentar de volume, sofrer degenerações e provocar hemorragias, o que leva a anemia e queda de qualidade de vida.
Desta forma, além do diagnóstico, o acompanhamento periódico é essencial para prevenir os riscos do mioma associados às suas complicações.
Risco de anemia e hemorragia
O sangramento menstrual intenso é uma das principais consequências dos miomas submucosos e intramurais. Como o mioma interfere na contração normal do útero, o organismo perde a capacidade de controlar adequadamente o fluxo menstrual, resultando em hemorragias. Esse padrão aumenta o risco de anemia ferropriva, caracterizada por falta de ferro e redução da hemoglobina.
A anemia pode desencadear sintomas como cansaço extremo, palidez, queda de cabelo, palpitações e redução da capacidade física. Quando não tratada, pode exigir transfusão sanguínea ou tratamento medicamentoso prolongado, além de acompanhamento para controle das perdas menstruais e dos riscos do mioma ao longo do tempo.
Riscos na fertilidade e na gravidez
Os riscos do mioma relacionados à fertilidade dependem, principalmente, da posição do tumor. Miomas submucosos podem alterar o formato da cavidade uterina, dificultando a implantação embrionária, causando abortamento precoce ou prejudicando a resposta endometrial necessária para que a gestação progrida.
Durante a gravidez, miomas podem aumentar de tamanho por influência hormonal, causar dor pélvica intensa, favorecer contrações uterinas irregulares ou levar a sangramentos. Quando a placenta se fixa próxima a um mioma, pode ocorrer redução do suporte sanguíneo adequado ao feto.
Outro ponto importante é o risco de parto prematuro e alterações de posição fetal, principalmente quando o mioma ocupa volume significativo na cavidade uterina, interferindo na evolução da gestação. Em alguns casos, a presença do mioma pode indicar parto cesáreo eletivo.
Compressão e disfunção de órgãos vizinhos
Quando crescem externamente, miomas podem comprimir a bexiga, resultando em vontade de urinar frequentemente ou dificuldade para esvaziá-la completamente. Também podem comprimir o intestino, causando constipação ou sensação de peso pélvico persistente.
Essa compressão pode gerar desconforto significativo e impactar a qualidade de vida da paciente, indicando intervenção para controle dos sintomas e redução dos riscos do mioma.
Dor aguda e crônica
Miomas podem sofrer degeneração, especialmente durante a gestação, causando dor súbita e intensa. Em outros casos, a dor é crônica, associada ao crescimento da lesão ou à contração uterina exagerada durante o período menstrual.
Impacto na qualidade de vida
Além dos sintomas físicos, os miomas podem provocar impacto emocional, ansiedade, dificuldade para atividades cotidianas, afastamento profissional e prejuízo sexual.
Riscos do mioma no útero: ele pode virar câncer?
Um ponto importante é que os miomas são tumores benignos e não se transformam em câncer. O que pode ocorrer, em situações raras, é a presença de outro tipo de tumor (sarcoma uterino) que não foi identificado previamente. Na prática clínica, isso é extremamente incomum e não corresponde à evolução natural do mioma.
Ou seja: os miomas são benignos, mas o acompanhamento constante é necessário para avaliar tamanho, sintomas, crescimento acelerado e impacto reprodutivo — reforçando a atenção aos riscos do mioma.
O que acontece se não tratar o mioma no útero?
Quando não tratados, miomas podem crescer progressivamente, aumentar o sangramento menstrual, agravar quadros de anemia e interferir na fertilidade. Em alguns casos, podem exigir cirurgia ou terapia medicamentosa para controle dos sintomas.
Além disso, a falta de acompanhamento pode retardar intervenção adequada em casos de dor incapacitante, perda sanguínea acentuada ou compressão significativa sobre outros órgãos.
Qual médico realiza o diagnóstico e tratamento do mioma uterino?
O ginecologista é o profissional indicado para diagnóstico e acompanhamento dos miomas. A avaliação normalmente envolve ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética e análise clínica detalhada.
O tratamento pode envolver medicamentos, procedimentos minimamente invasivos, cirurgia robótica, miomectomia ou histerectomia, dependendo do quadro clínico, do impacto sobre a fertilidade e dos riscos do mioma identificados em cada caso.
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Médico especialista em Miomas: Dr. Caio Lett.
Fontes:


