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Síndrome de Asherman: sintomas e tratamentos

Mulher com dores abdominais ao fundo mostrando objeto que representa um útero
Imagem: Shutterstock

Caracterizada pela presença de aderências no útero, a síndrome de Asherman pode prejudicar a fertilidade e o bem-estar de pacientes entre 20 e 40 anos, sobretudo

Condição ginecológica, a síndrome de Asherman se origina da formação, dentro do útero, de aderências resultantes de traumas ou lesões na região. Com isso, há uma redução do espaço da cavidade uterina, o que pode causar dor, alterar o ciclo menstrual e até dificultar a conquista de uma gestação. Diagnosticar precocemente e adotar o tratamento mais apropriado é essencial para manter a capacidade reprodutiva da paciente, bem como a sua qualidade de vida. Continue lendo para saber tudo sobre o assunto.

O que causa a síndrome de Asherman?

Cirurgias (como retirada de pólipos ou miomas e histeroscopia), procedimentos variados (como curetagem, cesariana e radioterapia pélvica) e infecções (como tuberculose genital e esquistossomose) são as principais causas da síndrome de Asherman, pois isso tudo pode atingir o endométrio, que é o tecido que reveste o útero, tendo como resultado processos inflamatórios e cicatriciais que levam às aderências características da condição.

Quais são os sintomas da síndrome de Asherman?

O nível de comprometimento da cavidade uterina é o que determina a gravidade do quadro, intensificando ou atenuando os sintomas da síndrome de Asherman, que, em geral, são os seguintes:

Às vezes, a síndrome de Asherman não apresenta sintomas precisos, o que dificulta o diagnóstico da doença. Por isso, é importante passar por consultas de rotina com um ginecologista com frequência.

Quem tem síndrome de Asherman pode engravidar?

Por se tratar de um problema passível de cura, com a adoção de um tratamento apropriado e bem-sucedido, é possível, sim, engravidar. Caso contrário, as aderências que caracterizam a síndrome de Asherman podem dificultar a passagem de espermatozoides, a implantação do embrião ou a expansão da cavidade uterina durante a gestação, processos estes cruciais em determinados momentos da evolução de uma gravidez.

Como o diagnóstico é realizado?

A síndrome de Asherman é diagnosticada sobretudo através de exames que possibilitam a visualização da cavidade uterina, como a histeroscopia diagnóstica, a histerossalpingografia, a sonohisterografia (ultrassom com infusão de soro) e a ressonância magnética. Com isso, o médico especialista é capaz de identificar aderências nas paredes do útero e classificar o quadro como leve, moderado ou grave.

Como é feito o tratamento da síndrome de Asherman?

Na maioria dos casos, a histeroscopia cirúrgica é o procedimento mais indicado para tratar e curar a síndrome de Asherman. Através dela, um tubo fino com uma câmera é inserido pela vagina, passando pelo colo do útero, até que o médico chegue às aderências no útero e consiga remover o tecido cicatricial que está causando o problema com detalhe e precisão. Por ser minimamente invasiva, a recuperação é bastante rápida, sendo que a maior parte das pacientes é liberada para voltar para casa no mesmo dia.

Além disso, algumas medidas, tanto antes quanto depois da cirurgia, ainda podem ser adotadas para controlar ou mesmo evitar o surgimento ou a recorrência do problema, como:

  • Uso do hormônio estrogênio para estimular a regeneração do tecido que reveste a parede uterina;
  • Inserção de cateter ou balão intrauterino;
  • Prescrição de antibióticos;
  • Acompanhamento semanal com urologista para eliminar aderências de maneira precoce.

Quando o tratamento cirúrgico pode ser indicado?

Geralmente, o procedimento cirúrgico é indicado em casos moderados ou graves de síndrome de Asherman, pois, nessas situações, as aderências ou as lesões comprometem a menstruação, a capacidade reprodutiva e o bem-estar geral da paciente, que pode sofrer com dor ou sangramentos entendidos como anormais.

A síndrome de Asherman tem cura?

Conforme foi mencionado anteriormente, a síndrome de Asherman tem, sim, cura. A maior parte dos casos é solucionada com a remoção das aderências. Com isso, o endométrio da paciente se regenera, resultando na normalização do ciclo menstrual e da capacidade de gestar.

Agende já a sua consulta com o Dr. Caio Lett.

 

Fontes:

Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva

Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia