A sinéquia uterina representa um conjunto de aderências formadas dentro do útero que podem alterar o ciclo menstrual, a fertilidade e a saúde uterinas
A condição conhecida como Sinéquia uterina refere-se à presença de tecido cicatricial ou aderências dentro da cavidade uterina ou no canal cervical. Essas aderências podem surgir após lesões ou procedimentos no útero e provocar desde alterações no sangramento menstrual até dificuldades para engravidar. É importante que mulheres que residem em Campinas e região — especialmente acima dos 30 anos e que já enfrentaram tratamentos ginecológicos — estejam informadas sobre esse quadro. Já que procedimentos como histeroscopia, laparoscopia ou remoção de mioma/cisto fazem parte do cotidiano da prática de ginecologia avançada, o diagnóstico e tratamento adequados fazem diferença. Neste texto, vamos explorar o que causa sinéquia uterina, como ela se manifesta, suas consequências, como diagnosticar, tratar, bem como os impactos na fertilidade e o perfil do especialista indicado para esse tema.
O que causa a sinéquia uterina?
A formação de sinéquias uterinas está ligada a lesões ou traumas no interior do útero que levam à cicatrização excessiva. Entre os principais fatores causadores destacam-se:
- Procedimentos como dilatação e curetagem (D&C) após aborto, parto ou retenção de placenta;
- Cirurgias intrauterinas, por exemplo remoção de miomas, pólipos ou histeroscopias que envolvem manipulação da cavidade uterina;
- Infecções ou inflamações uterinas (como endometrite) que danificam o revestimento interno do útero;
- Em menor grau, tratamentos com radioterapia ou fatores raros que favorecem a fibrose uterina.
A lesão reina ou basal do endométrio (responsável pela regeneração da camada funcional) quando comprometida, dificulta a recuperação normal da cavidade e favorece a formação das sinéquias.
Assim, mulheres que já passaram por intervenções uterinas ou apresentaram infecções pós-procedimento devem estar atentas à possibilidade de sinéquia uterina.
Sintomas de pacientes com sinéquia uterina
Os sintomas da sinéquia uterina variam conforme a extensão das aderências — algumas mulheres apresentam poucas ou nenhuma queixa, enquanto outras têm alterações significativas. Os sintomas mais comuns incluem:
- Redução ou ausência de menstruação (amenorreia ou hipomenorreia);
- Sangramento menstrual irregular, muito leve ou esporádico;
- Dor ou desconforto pélvico, especialmente se houver obstrução do fluxo menstrual ou coalescência das paredes uterinas;
- Até diferentes graus de infertilidade ou perdas gestacionais recorrentes, quando a cavidade uterina fica comprometida.
É importante destacar que a ausência de sintomas não exclui a presença de sinéquia. Por isso, o histórico ginecológico da paciente e o exame com especialista são fundamentais.
Possíveis consequências das sinéquias uterinas
As consequências da sinéquia uterina podem comprometer o ciclo menstrual, a fertilidade e impactar a gestação. Dentre elas:
- Dificuldade de engravidar ou aumento da taxa de abortamentos, pela alteração da cavidade uterina e da capacidade de implantação embrionária;
- Complicações obstétricas: em casos de gravidez após sinéquia tratada ou não, há maior risco de placenta prévia, placenta acreta ou parto prematuro;
- Impacto negativo sobre o padrão menstrual, com possível impacto psicológico e qualidade de vida reduzida;
- Em casos extremos, quando a cavidade uterina está muito comprometida, pode se tornar inviável para gestação ou exigir múltiplas intervenções.
Por essas razões, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são elementos-chave para preservar a saúde uterina e o plano reprodutivo da paciente.
Como diagnosticar?
O diagnóstico da sinéquia uterina combina história clínica, exames de imagem e procedimento direto de visualização. Os principais métodos são:
- Anamnese com avaliação de fatores de risco (procedimentos uterinos prévios, sangramentos alterados, infertilidade);
- Ultrassonografia transvaginal ou histerossalpingografia (HSG): podem indicar irregularidades da cavidade uterina ou bloqueio parcial;
- Histerossalino (sonohisterografia): infusão de soro na cavidade para melhor visualização ultrassonográfica;
- Histeroscopia diagnóstica: considerada o padrão-ouro, permite visualizar diretamente as paredes uterinas e as aderências, além de ser utilizada para tratamento;
Na prática clínica, quando há suspeita de sinéquia uterina — especialmente em mulheres com sangramento alterado ou infertilidade — é indicado encaminhamento para um ginecologista experiente em histeroscopia.
Tratamento para sinéquia uterina
O tratamento visa romper as aderências existentes, restaurar a cavidade uterina e evitar sua recorrência. Entre as abordagens destacam-se:
- Histeroscopia cirúrgica (adesiólise): inserção de histeroscópio e remoção das aderências com micro-técnicas;
- Após a histeroscopia, pode haver colocação de dispositivo intrauterino ou cateter temporário para evitar nova aderência entre as paredes uterinas;
- Terapia hormonal (estrogênio) para estimular regeneração do endométrio e minimizar recidiva;
- Em casos mais graves, pode haver necessidade de acompanhamento especializado em reprodução, ou combinação de laparoscopia + histeroscopia para avaliar fatores adjacentes.
O sucesso do tratamento depende da extensão das aderências, do estado uterino e da resposta da paciente. O acompanhamento pós-procedimento é importante para evitar recidiva.
A sinéquia uterina afeta a fertilidade?
Sim — a sinéquia uterina pode afetar a fertilidade, embora o grau de impacto varie segundo a gravidade das aderências.
As aderências comprometem a cavidade uterina, alteram sua forma e podem dificultar tanto a implantação embrionária como o desenvolvimento normal da gestação.
Por outro lado, quando diagnosticadas e tratadas adequadamente, muitas mulheres têm recuperação da fertilidade e possibilidade de gestar.
É importante ressaltar que, em pacientes cuja fertilidade é uma prioridade, o tempo de intervenção e a escolha do especialista fazem diferença na qualidade do resultado.
Qual médico realiza o tratamento da sinéquia uterina?
O tratamento da sinéquia uterina deve ser conduzido por um ginecologista experiente em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, preferencialmente habilitado em histeroscopia operatória. Esse profissional irá avaliar os exames, indicar o momento adequado da intervenção e acompanhar o pós-operatório.
No caso da paciente estar em Campinas ou região e buscando uma abordagem moderna e integrada, contar com um especialista que domine: histeroscopia diagnóstica e terapêutica, laparoscopia quando necessário, e que tenha sensibilidade para dialogar sobre fertilidade e plano de vida — torna-se fundamental.
Agende já sua consulta com o Dr. Caio Lett.
Se você está com suspeita de sinéquia uterina ou deseja avaliar seu ciclo menstrual, sua fertilidade ou eventual sangramento alterado, entre em contato com o Dr. Caio Lett, especialista em ginecologia, endoscopia ginecológica e cirurgia minimamente invasiva.
Fontes:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)


