Agende sua consulta Fale conosco pelo WhatsApp

Tratamento da endometriose profunda: como é feito?

Médico conversando com paciente mulher deitada em maca de hospital.
Imagem: Shutterstock

Conheça as opções e converse com o seu médico caso tenha sido diagnosticada com a doença

Existem três subtipos de endometriose, que variam de acordo com sua localização: endometriose superficial, ovariana e profunda (também chamada de endometriose infiltrativa profunda). Esses diferentes tipos da doença podem ocorrer concomitantemente, ou seja, a paciente pode ter mais de um tipo de endometriose. A forma mais grave é a profunda, em que o tecido endometrial invade mais profundamente os órgãos pélvicos.

A endometriose é considerada profunda quando penetrou mais de 5 mm abaixo do peritônio (a camada de tecido que reveste a cavidade pélvica). Essa forma de endometriose pode ser encontrada entre o reto e a vagina, no intestino, apêndice, diafragma, ureter, bexiga, sulco uterovesical (entre a bexiga e o útero) ou na parede pélvica.

Quais as causas da endometriose profunda?

As causas exatas da endometriose profunda não são totalmente compreendidas, mas existem várias teorias que ajudam a explicar seu desenvolvimento.

Uma delas é a da menstruação retrógrada, a qual sugere que, durante a menstruação, o sangue menstrual contendo células endometriais flui “para trás” ao invés de sair do corpo. Essas células endometriais deslocadas podem, então, implantar-se e crescer nos órgãos pélvicos, levando ao desenvolvimento da endometriose, incluindo a forma profunda.

Outros fatores contribuintes podem incluir desequilíbrios hormonais, predisposição genética, função prejudicada do sistema imunológico e fatores ambientais. Hormônios como o estrogênio são conhecidos por estimular o crescimento do tecido endometrial. Portanto, desequilíbrios ou anormalidades hormonais podem promover o desenvolvimento e a progressão da endometriose.

Fatores genéticos também podem desempenhar um papel decisivo nesse processo, pois a endometriose tende a ocorrer em famílias, sugerindo um componente hereditário. Além disso, certos fatores ambientais, como a exposição a toxinas ou produtos químicos, podem influenciar o seu desenvolvimento.

Quais os sintomas de endometriose profunda?

Os sintomas da endometriose profunda são semelhantes aos da endometriose geral, mas, geralmente, mais graves. Eles podem incluir:

  • Dor pélvica intensa;
  • Dor ao urinar (disúria) ou sangramento na urina (hematúria);
  • Menstruação dolorosa (dismenorreia);
  • Dor durante ou após a relação sexual (dispareunia);
  • Desconforto digestivo e sangramento retal;
  • Sintomas distantes, como dor ao respirar, relacionados ao possível envolvimento do diafragma;
  • Infertilidade.

É perigoso ter endometriose profunda?

Além da dor crônica, quando o tratamento da endometriose profunda não é feito adequadamente, existem outras complicações que a doença pode causar, como infertilidade, obstrução intestinal, ruptura de cistos ovarianos e comprometimento da função urinária.

Como o diagnóstico é realizado?

A endometriose profunda pode ser uma condição difícil de diagnosticar, e o atraso no diagnóstico pode variar entre sete e dez anos. Em geral, o processo de investigação inclui:

  • Histórico médico: o médico avaliará o estado de saúde geral da paciente e analisará seus sintomas, além de colher informações sobre seu ciclo menstrual e padrão de dor.
  • Exame físico e exame ginecológico: um exame físico será realizado em seguida, para detectar qualquer fibrose, presença de nódulos ou dores/sensibilidade na região pélvica.
  • Exames de imagem: ultrassom transvaginal ou ressonância magnética pélvica podem ajudar a visualizar as estruturas pélvicas e detectar a presença de crescimentos ou aderências endometriais. Esses exames fornecem, ainda, informações sobre a localização e a extensão da endometriose. Ambos podem ser realizados com preparo intestinal para melhor visualização dos focos de endometriose.

Tratamento da endometriose profunda: como é feito?

O tratamento da endometriose profunda depende da gravidade dos sintomas, da idade da paciente e do desejo de ter filhos. De maneira geral, as opções de tratamento da endometriose profunda incluem medicamentos e, na maioria das vezes, cirurgia.

O objetivo do tratamento da endometriose profunda é aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da paciente. Para isso, são prescritos medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, além de contraceptivos ou, ainda, medicações hormonais que antecipam a menopausa.

Quando os medicamentos não apresentam resultados no tratamento da endometriose profunda, a opção é a cirurgia laparoscópica. Nela, o cirurgião faz pequenas incisões no abdômen e insere instrumentos cirúrgicos, incluindo um laparoscópio, para visualizar e acessar os órgãos pélvicos. Usando esses instrumentos, o cirurgião pode remover os implantes endometriais e o tecido cicatricial associado, preservando o tecido saudável.

Nos casos em que outros tratamentos não tiveram sucesso e a paciente não desejar mais ter filhos, uma histerectomia (remoção do útero) pode ser considerada.

Para aquelas que não tiveram a fertilidade recuperada, existe a opção de tratamentos de reprodução assistida.

Qual médico realiza o tratamento da endometriose profunda?

O ginecologista especialista em endometriose deve ser consultado quando houver suspeita da doença. Esse profissional pode fazer o diagnóstico correto e indicar as melhores opções de tratamento da endometriose profunda, com base no perfil da paciente.

Agende uma consulta com o Ginecologista Dr. Caio Lett.

 

Fontes

Sociedade Brasileira de Endometriose

Mayo Clinic