Considerado um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, é recomendado para mulheres que precisam remover miomas uterinos.
A presença de miomas uterinos (também conhecidos como leiomiomas ou fibromas) é muito comum em mulheres de idade reprodutiva e, apesar de serem tumores benignos, podem provocar complicações como sangramento intenso, dores e até dificuldades para engravidar. Assim, diferentes cuidados podem ser adotados, desde o acompanhamento clínico até intervenções cirúrgicas: a escolha do tratamento é de acordo com os sintomas, tamanho e localização dos miomas.
Entre as opções cirúrgicas, a miomectomia histeroscópica se destaca por ser uma técnica moderna, minimamente invasiva e bastante eficaz para casos específicos onde os miomas estão localizados na cavidade uterina.
O que é a miomectomia histeroscópica?
A miomectomia histeroscópica é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo para a retirada de miomas que estão dentro da cavidade uterina, e que são conhecidos como miomas submucosos. O procedimento é realizado a partir da utilização de um equipamento chamado histeroscópio, que possui uma câmera acoplada e permite a visualização direta do interior do útero sem a necessidade de cortes no abdômen.
Ao contrário de técnicas cirúrgicas mais invasivas, a miomectomia histeroscópica ocorre via vaginal, reduzindo significativamente o trauma cirúrgico, o tempo de internação e o risco de complicações, além de proporcionar uma recuperação mais rápida. Por isso, é considerada uma das abordagens mais seguras e modernas para o tratamento de miomas submucosos.
Quando a miomectomia histeroscópica é indicada?
Indicada principalmente quando há presença de miomas submucosos que causam sintomas como sangramento uterino anormal, cólicas intensas ou infertilidade, principalmente se esses sintomas não melhoram com o uso de medicamentos ou tratamentos clínicos. Além disso, a miomectomia histeroscópica é recomendada em casos de abortos de repetição, dificuldade para engravidar ou quando o mioma interfere na anatomia da cavidade uterina, comprometendo a implantação do embrião.
Antes de qualquer abordagem, é primordial uma avaliação individualizada para determinar a melhor forma de tratamento.
Como se preparar para uma miomectomia histeroscópica?
O preparo começa a partir de avaliação completa da paciente, com exames como ultrassonografia transvaginal e, em alguns casos, ressonância magnética; ambos ajudam a identificar a localização, o tamanho e a quantidade dos miomas, permitindo um planejamento cirúrgico mais preciso e seguro.
Exames laboratoriais e avaliação clínica geral também devem ser solicitados e, em determinadas situações, pode ser indicado o uso de medicamentos para controlar o sangramento ou reduzir o tamanho do mioma antes da cirurgia, colaborando para diminuir riscos durante a miomectomia histeroscópica e melhorar os resultados do procedimento.
Como é feita a miomectomia histeroscópica?
Em ambiente hospitalar e geralmente sob anestesia, é realizada por meio da introdução do histeroscópio, um dispositivo inserido através da vagina e do colo do útero que permite que o médico visualize diretamente a cavidade uterina e realize a retirada do mioma com instrumentos específicos juntos ao equipamento.
Durante a miomectomia histeroscópica, o cirurgião pode realizar cortes (internos) e coagulações com grande precisão, o que reduz o risco de sangramento e preserva as estruturas uterinas saudáveis.
Tempo de recuperação e cuidados no pós-operatório
Aqui uma das principais vantagens da miomectomia histeroscópica: o tempo de recuperação reduzido, já que muitas pacientes recebem alta no mesmo dia ou poucas horas após o procedimento. Com isso, retomam suas atividades gradualmente em um curto período.
No período pós-cirúrgico é comum haver leve sangramento vaginal e cólicas que se assemelham às menstruais. Então, recomenda-se:
- Evitar relações sexuais por 15 a 30 dias;
- Não utilizar absorventes internos;
- Dispensar atividades físicas até liberação médica;
- Seguir rigorosamente as orientações médicas para garantir uma recuperação tranquila e sem complicações.
Qual médico realiza a miomectomia histeroscópica?
O procedimento é realozado por um médico ginecologista especializado em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, com experiência em histeroscopia, já que o procedimento exige habilidade técnica e conhecimento específico para garantir segurança e eficácia.
Quais os benefícios da miomectomia histeroscópica?
A miomectomia histeroscópica apresenta diversos benefícios, principalmente se comparada a técnicas mais invasivas. Surge como uma opção altamente vantajosa para pacientes com indicação adequada.
Entre os principais benefícios, destacam-se:
- Ausência de cortes abdominais e menor trauma cirúrgico;
- Recuperação mais rápida e menor tempo de internação;
- Preservação do útero;
- Alívio significativo dos sintomas.
O mioma pode voltar após ser retirado?
Após a realização da miomectomia histeroscópica, existe sim a possibilidade de surgirem novos miomas, uma vez que a cirurgia remove apenas os miomas existentes, mas não impede o desenvolvimento de novos tumores, ainda mais em mulheres com predisposição hormonal.
Por isso é importante dar continuidade ao acompanhamento ginecológico regular.
A cirurgia de mioma histeroscópica é perigosa?
De modo geral, a miomectomia histeroscópica é considerada um procedimento seguro, principalmente quando realizada por um profissional experiente e com indicação adequada, apresentando baixos índices de complicações quando comparada a cirurgias mais invasivas.
No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, pode apresentar riscos, como infecção, perfuração uterina ou sangramento, mesmo que sejam eventos raros.
Para saber mais sobre a miomectomia histeroscópica, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Caio Lett.
Fontes:


